chegay

Cheguei assim em Paris, linda e glamourizando. Pena que é mentira.

ENFIM – Ouvi falar TANTO do aeroporto de Schiphol, Holanda, que cheguei esperando mais. É um aeroporto bonito, gigante (você anda e anda e anda), e sem quase nada pra fazer nas 5 horas que fiquei plantada lá. Só pra constar, nunca me senti tão baixinha na vida.

Imigração – com tanta história de brasileiro deportado, achei que teria que pelo menos mostrar o meu seguro saúde. Ainda não tenho certeza se passei mesmo pela imigração, foi muita simpatia! O oficial me perguntou o que eu vinha fazer em Paris, falei que vinha pra um curso de 4 semanas, e ele “FRANCÊS??!?!?! Qual é seu nível?” visivelmente empolgado. Bom, a conversa ficou nisso e essa foi toda a entrevista. Carimbo no passaporte e tchau.

Chegada em Paris – Depois de uma noite inteira sem dormir (nunca durmo em avião), mais 5 horas em Amsterdã, cheguei em Paris SÓ UM POUCO cansada. Mas eu que não ia pegar um táxi e desperdiçar 60 Euros, né? Tem trem logo ali, dentro do aeroporto, mas claro que beeeem longe.

Apesar de economizar no peso, carregar uma mala de 20 kg + uma sacola de viagem de 8 kg + a bolsa não é exatamente fácil, especialmente se a partir de um ponto não se pode mais usar o carrinho de bagagem e não há escada rolante que desce. Faz parte do pacote de surpresas de coisas-que-você-não-pensou-antes-de-decidir-viajar-sozinha.

Na estação acabei ajudando um colombiano em apuros, que falava ainda menos francês que eu, ou seja, nada, e comprou um bilhete errado. Fui com ele no guichê pra TRADUZIR o que ele precisava. Não sei como foi, só sei que deu certo e ele ficou eternamente agradecido.

A essa altura as malas pesavam tanto que comecei a achar que alguém tinha escondido um corpo lá dentro. Desci a escada até a plataforma do trem arrastando a mala, mó barulhão, e todos me assistindo. Ê, vergonha.

Entrei no trem achando que agora tava tudo certo. HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!! Então, meus problemas só começaram. Eu sabia que a área que vai do aeroporto até Paris é meio perigosa e habitada por um povo meio estranho, e eis que lotam o trem e algumas pessoas não se conformavam por eu ter as malas no chão, na minha frente, que devia ter colocado no bagageiro acima dos bancos blábláblá.

Nestas horas aquela frase mágica “Je ne comprends pas” + uma cara de idiota funcionam muito bem.

Visualize um trem no horário de rush, todos se acotovelando e eu com uma mala gigante e outra em cima.  Mas me surpreendi com a amabilidade dos franceses. Sério. Apesar das primeiras pessoas me encherem o saco, muita gente tentou tirar a mala de dentro do trem antes da minha estação, mas era só tentando ajudar. Claro que a minha estação também não tinha escada rolante, mas dessa vez era pra subir e foi ainda mais divertido.

Bom, agora era só achar o táxi pra ir até a casa. ERRADO. A novela que começa nesse ponto é algo assim:

Roda praça 5 vezes procurando táxi, entra em loja, pergunta;

Não acha táxi;

Velhinho prestativo indica o metrô do outro lado da praça;

Corre pro metrô, carrega mala escada abaixo, não vende ticket, sobe escada;

Atravessa rua, desce o Metrô de novo na esperança de encontrar o guichê deste lado;

Não tem guichê. Francesa prestativa fala pra subir na rua e procurar um posto de venda virando a direita, esquerda, sei lá que raios. Sobe escada, não acha posto;

Volta pro ponto de táxi. Quase chorando e querendo ir a pé. O mesmo velhinho prestativo me olha não entendendo que raios eu tava fazendo ali de novo. Naquele ponto que eu tava, só Jesus mesmo.

APARECEU UM TAXI! o motorista obviamente não conhece o endereço. Por sorte eu tinha estudado o local antes de ir e sabia indicar o caminho, mas mesmo assim ele acabou me deixando a umas 6 quadras do apartamento. SOCORRO!!!

Carregando todo aquele peso, fui andando na direção que achei certa, e o santo porteiro de um hotel imprimiu o mapinha pra mim. Olha, ainda não sei como, mas cheguei aqui.

MORAL DA HISTÓRIA: Na próxima viagem eu carrego o que couber numa mochilinha e fim de papo.

PS – A família que está me hospedando é muito bacana, me obrigam a falar o tempo todo. Em outro post eu falo deles, do apartamento, da escola, dos franceses, de Paris…

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Categorias: Informações práticas, Micos | 8 Comentários

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8 opiniões sobre “chegay

  1. Pingback: Planejando um mês de Europa – lições aprendidas | surtando em francês

  2. Jacqueline

    Lizzie, você chegou a Paris mais ou menos do mesmo jeito que eu saí de Paris.hahaha
    Por causa dos euros, sempre é bom dividir a viagem com uma ou algumas amigas. Em todo caso, se consegue calcular direitinho preços de táxi de e para diferentes pontos da cidade. Eu fui com tudo anotadinho e, de Orly a Gare du Nord, no site dava 34,60 euros e pagamos 34, quase exato, porém menos, o que sempre é ótimo.E dividimos, o que deu 17. Eu ainda prefiro levar as malas e matutar num jeito de transportá-las sem sentir o peso (isso é possível?!?).

    • Então, no meu caso o preço assustou pois estava no outro lado da cidade, no 13eme. A estimativa foi de 60 euros e nem a pau que ia gastar isso em táxi.

      • Jacqueline

        Mas fico imaginando você sozinha nessa maratona. Dividir as agruras fica mais divertido. E pior mesmo, pois você carregava a mala pesada e, no meu caso, o terror maior foi na esteira quando as malas correram atrás de mim e me atropelaram. Chegar e sair de Paris com dignidade só nóis, ó!

        • Jacque, nem se compara dividir as agruras, viu? Viajei agora com o maridão junto pra carregar as malas (hehe), e a melhor coisa é poder ir ao banheiro do aeroporto sem precisar levar o carrinho de malas junto e ficar com a porta meio aberta cuidando dele (sofro só de lembrar). Beijo!

  3. Quel Leobe

    hahaahhaha…. resumindo, era mais fácil pagar os 60 euros!!! 🙂

  4. Patricia Lina

    Nossa conha… que confusão…
    Ainda bem que chegou bem.
    A única coisa que eu entenderia era o que a francesa prestativa falou da esquerda e direita (gauche e droite), que eu lembro que aprendi na escola… mas só isso também…rs
    Beijinhos e boa sorte por ai…

  5. Gilmar

    Estamos acompanhando sua maratona!! Sucesso, que Deus te guie!!

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