Minha casinha parisiense

Quem vai estudar fora normalmente conta com a ajuda da escola na hora de arranjar um cantinho pra chamar de seu, nem que seja por uma semana. Se você é milionário provavelmente vai escolher entre passar sua temporada num flat exclusivo no 16eme, o bairro onde mora o Sarkozy, ou no Hilton, e nesse caso sua leitura acaba aqui, boa viagem. Mas pra quem não toma banho com água Perrier, basicamente existem duas opções: casa de família ou apartamento de estudantes.

Dependendo da escola e se for na época de ferias escolares, você ainda consegue ficar nos dormitórios da universidade, e de quebra mata aquela sua vontade de morar na Sorbonne, que estará meio abandonada mas ainda é a Sorbonne. Quem vai sem escola tem uma opção genial chamada  AIRBNB, o site que meus amigos europeus usam pra dormir barato quando viajam. Você consegue um quartinho honesto na casa de um francês, e procurando com calma você encontra alguns que tem entrada externa, banheiro exclusivo e  mini cozinha e ainda é pertinho de tudo. Mesma opção vale pra quem vai com família, amigos, etc, mas aí o lance é alugar um apartamento inteiro. Vale a pena, se cadastre lá e faça a festa. É o que eu faria hoje.

O que levar em conta na escolha:

Nas fotos é tudo assim…

…aí você chega lá e é igualzinho.

Quem fica em apartamento de estudantes tem um quarto individual com chave, e divide os ambientes comuns. Nesse caso seus roommates podem ser vários chineses numa semana, ninguém  na outra, um senegalês, dois alemães e um esquimó na terceira, é uma zona.

Vantagens – ninguém tá nem aí pra você, você faz o que bem entende desde que lave seu prato. Pode ser que seus roomies sejam legais, e aí você ganha amigos, já que provavelmente todos estarão na mesma situação que você, sozinhos e longe de casa.

Desvantagens – ninguém tá nem aí pra você, seus roommates podem ser um bando de malucos surtados comedores de cocô e você começa a considerar que dormir num banco de praça é melhor do que na sua cama. Mas aí acho que o seu guarda vai realmente achar você um vagabundo delinquente, e não vai estar aí que você tava carente pensando nela.

Considere que as opiniões acima são de alguém que não ficou em apartamento de estudantes, é minha percepção mas não tenho certeza de nada. Só conheci uma chinesa que ficou em um e achou estranho, mas ela era esquisita e viciada em Harry Potter,  então não conta.

Custo – Quando eu fui era a opção mais em conta, não vai ter café da manhã nem jantar incluído no preço, mas em compensação você compra o que quiser pra comer em casa (torcendo para você encontrar  roommates legais que não assaltem sua prateleira da geladeira).

Madame está sempre te olhando, mesmo quando não está.

A outra opção é casa de franceses, e o principal atrativo é ver como uma família vive realmente, e fazer parte dessa rotina ainda que por pouco tempo. Só considere que a pessoa que aluga um quarto dentro da própria casa, pra alguém que nunca viu, provavelmente é porque está precisando da grana extra, e não porque quer viver a fantástica experiência de morar com um intercambista. Então não precisa ir super animado, carregando latinhas de Guaraná nem pacotes de farofa pra essa super integração cultural que provavelmente não vai rolar, ok?

Partindo desse princípio, suas chances de ficar numa casa rycaaaahh com piscina aquecida e mordomo são bem restritas. Leve os euros pra pagar sua estadia assim que chegar e tudo estará bem pra você.

Se fizer muita, mas muita questão, leve uma lembrancinha, mas conheça a história do chinês que ficou quatro meses, fez um quadrinho fofo com uma montagem de fotos dele com o pessoal da casa e um dia depois o quadrinho tava socado na estante de livros do banheiro. #FICADICA. Eu sou a favor de mandar depois, pelo correio, caso role uma amizade sincera e verdadeira entre você e seus hosts. Eu não mandei pois senti que eles estavam interessados apenas no meu dinheiro, assim como no dinheiro do chinês.

Palpites para lembrancinhas:

CANECAS – as que madame ganhou estavam em uso na cozinha, substituindo as que os estudantes quebraram. Mas que pentelho levar um troço quebrável na mala, hein?

HAVAIANAS – se você caiu na história que Havaianas são legais no exterior e o povo baba nelas e usa pra passear, problema seu. Na França em Paris é um CHINELO DE FICAR EM CASA E LAVAR BANHEIRO, nem os hipsters eu vi usando. Talvez algum turista americano, mas eles são considerados os turistas mais bregas do planeta.

PEDRAS BRASILEIRAS, TUCANOS DE MADEIRA – Qualquer coisa que você encontre em lojinhas de turistas nos aeroportos do Brasil. Sei lá, se eles forem bregas vão gostar.

Meu quarto (esse aí ao lado, desocupado pelo chinês do quadrinho no dia anterior) era limpinho, tinha uma conexão de internet, uma escrivaninha com cadeira, um armário e uma cômoda reservados pra mim, um armário cheio de casacos deles, uma tv que nunca funcionou e um sofá cama. E um palhaço pendurado, bom pra tratar meu pavor de palhaços. E claro, o MALACAFENTO do sofá cama. Nada no mundo é pior do que dormir um mês num sofá cama, mas não se iluda que ninguém vai te contar antes, você descobre quando chegar. Ainda bem que tenho maturidade de 5 anos e levei meu travesseiro comigo, compensava o fato de acordar dentro da dobra do sofá todos os dias.

Se você for no verão se prepare pra dormir sofrendo e suando, a França ainda não foi apresentada ao ar condicionado. Mas todos os lugares são bem preparados pro frio.

Lavando as roupitchas

Se você der sorte vai poder lavar roupa na casa, já eu que sou meio desprovida desse item fui informada de que a lavanderia pública ficava a 5 quadras. Já mencionei que sou muito, mas muito mão de vaca com coisas bestas que levam seu dinheiro embora? Pois bem, ainda aqui enchi duas garrafinhas de água de coco, uma com sabão em pó e outra com amaciante, e enfiei na mala (e você achava que já tinha visto de tudo). Se você não chega ao meu nível, tem sabão em unidades individuais pra vender na lavanderia, ok? Custa €1 cada.

Acabei resolvendo que não faria sentido carregar uma pilha de roupa suja por 5 quadras pra lavar roupa na lavanderia, já que pra valer a pena os 5 euros (só lavagem, sem secar), eu teria que acumular bastante roupa, e aí nem teria o que vestir,  então minha Brastemp foi A PIA.

Sim, senhores leitores, lavei calças jeans na pia do banheiro e botei pra secar na varanda. Quando contei isso pra minha amiga australiana ela respondeu com  “que? Tá doida? Desde quando que precisa lavar calça jeans?”.

Essa técnica ancestral funciona bem no calor e no frio, já que o aquecimento é bom pra caramba e a roupa seca bonitinha no quarto. Não, não precisa transformar o ambiente no quintal da casa da sua avó, cheio de roupa no varal. Você vai usando e lavando, é pouquinho de cada vez.  Cadeiras são varais legais quando você não está sentado nelas.

Guia de alimentação

Caí no conto do “café da manhã incluído”. Não que fosse ruim, mas é limitado. Ganhei uma prateleira da geladeira, e me mostraram quais comidas das outras prateleiras eu estava autorizada a comer. Todo dia tinha pão, brioche e croissant, manteiga, iogurte, leite, café e suco. Mas ninguém prepara pra você, né, não é hotel, abra a geladeira e se vire. “Mas porque a reclamação?????” vocês devem estar se perguntando agora: porque os mercados são uma delícia de fuçar, e a dona da casa era meio sem imaginação e comprava sempre a mesma coisa. Se fosse hoje eu escolheria sem café da manhã e compraria o que eu bem entendesse. Fora o peso na consciência  que dá se você resolve tomar seu petit déjeuner num café e se sente jogando dinheiro no lixo.

Nem sonhe em escolher opção de jantar incluído, ou se verá obrigado a voltar pra casa cedo e comer o que eles quiserem pelo tempo que ficar lá, porque já pagou antecipado por essa furada e vai se odiar para todo o sempre.

Guia Glorinha Kalil de comportamento na casa de estranhos

Não ande sem calças. Meu host fez isso uma manhã, mas era casa dele então acho que ele podia se quisesse, né. Problema meu se fiquei sem graça com a situação.

Como você vai ter a chave, ninguém vai te encher o saco pra sair e voltar a hora que quiser, mas se as portas forem mega barulhentas como eram lá, cuidado pra não acordar a casa. Mas não passe por ninguém sem falar bonjour, ou sua variante bonsoir. Mesmo que esteja sem as calças.

Apesar do quarto ser seu, mantenha o mínimo de ordem e decência, vai que eles decidem entrar lá pra pegar um casaco guardado e tá tudo revirado, já pensou você, um adulto que paga suas contas, levando bronca? De um francês?

Ninguém é seu empregado, lave sua louça e tente não quebrar mais que um copo, como eu.

Não abuse, mas se precisar peça ajuda dos hosts, normalmente eles são muito gente boa. Ganhei deles um ticket do metro, pra não ficar feito louca procurando como comprar na manhã logo antes de ir pra aula pela primeira vez. Eles eram tão legais que não previ que sumiriam na noite que fui embora e precisava desesperadamente que alguém chamasse um táxi pelo telefone e me ajudasse a descer com as malas. Tudo gente escaldada com estrangeiro, tá louco.

Como já contei por aí, na casa que eu fiquei ninguém falava NADA além de francês, e as primeiras semanas foram de muita conversa. Entre eles. Mas seja simpático, coma na mesa ao invés de levar comida pro quarto (confesso, fiz várias vezes), e tente estabelecer uma conversa cordial e civilizada. Pode ser que ninguém se entenda, nesse caso fique apenas sorrindinho.

Guia do Telefone

Esse é o guia mais fuleiro de telefone que existe, já que levei o notebook pra não ter que usar nada além do Skype e em um mês usei um telefone apenas uma vez, e  ainda por cima foi pra ligar pro André, meu novo amigo brasileiro que mora em Paris. Nível de complexidade zero, e só liguei porque era ligação local e não ia precisar ficar fazendo contas do quanto tava devendo pra madame. Se puder leve um laptop amigo, eu conversei todos os dias com o Alê por Skype e isso ajudou muito a diminuir a saudade, grátis.

Pensando bem , lembro vagamente de ter ligado de um orelhão pra madame quando cheguei e tava perdida na estação do metrô, mas eu tava tão apavorada que minha mente bloqueou esse fato e não tenho a menor ideia do que se passou. Acho que sonhei.

DICAS ALEATÓRIAS

Uma certeza você tem: nunca vai faltar material de leitura pras suas horas de solidão.

– troque emails com seus hosts antes de ir, tire todas as dúvidas possíveis. Se não sabe bulhufas na língua deles, o Google Translator tá aí pra isso e te salva nessas horas.

– se for chegar de táxi, não espere que o motorista conheça o nome da rua que você vai, nem pontos de referência que pra você seriam óbvios como “fica em frente aquela academia gigante de nome x”. Imprima o mapinha da região, marque bem a rua e entregue pra ele. Google Maps tá aí pra isso.

– leve o telefone dos hosts na bolsa, óbvio. Na emergência você entra em um hotel onde provavelmente alguém vai falar inglês ou espanhol, e pede socorro.

– quando eles disserem que você terá um “banheiro no quarto”, considere que isso pode significar outra coisa, como no meu caso, que além de não ser dentro (era de frente pro quarto), não era exatamente um banheiro, era um quartinho sem janela com um vaso sanitário e uma estante de livros(???). Sem pia. Mas era todo pintado com estrelinhas no teto e solzinhos na parede, e claro que isso mais que compensa ter que lavar a mão num frasco de álcool. A má notícia é que não é exatamente anormal ter esse tipo de banheiro por lá, por mais estranho que pareça. No final do corredor ficava a salle de bains, nome muito chique pra saleta onde tem a pia e o chuveiro. O banheiro da madame tinha vaso, pia, chuveiro, banheira e a máquina de lavar que eu não podia usar. Mas a vida tá aí pra tirar a gente da zona de conforto e nos  forçar na adaptação.

minha revolução francesa rolou aí

– todo mundo é meio neurótico com economia de água, e provavelmente eles terão um aviso simpático no banheiro lembrando que o seu banho deve durar 5, ou nos casos generosos, 10 minutos. Apesar do malabarismo necessário pra segurar o chuveiro numa mão e se lavar com a outra, é possível. Melhor que banho de caneca. Eu gastava mais tempo que o permitido quando lavava o cabelo, mas fechava a água no meio do banho, e nunca reclamaram. Na primeira semana fez muito calor, e nos dias mais quentes eu subverti a ordem do sistema e tomei DOIS banhos no mesmo dia, porque sou muito rebelde. E covardona também, só fiz isso quando sabia que estava sozinha em casa.

Dúvidas, escreva pro Serviço de Atendimento ao Leitor aí embaixo.

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Categorias: Informações práticas, Vivendo como francesa | Tags: , , | 26 Comentários

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26 opiniões sobre “Minha casinha parisiense

  1. Adorei! É assim mesmo. Sendo que eu gastei mais água porque fiquei na casa de um ex meu. Acho que ele não me proibiu por amor né kkkkk. Mas isso foi em Clermont. Não sei se isso de 5 min é na França toda.

  2. Tatiane Maia

    Mais uma fã para o seu blog!!! rrs

  3. Ah que legal que descobri esse seu blog, pois é agora que penso em não ficar em Hotel quando voltar a Paris, a sua experiência me alertou pra detalhes, e seu humor ao contar ficou delicioso. Parabéns!! agora quero ler também sobre sua experiência nos esteites, vou revirar esse seu blog. Um abraço, Wilma

    • Oi Wilma! tudo bem? Nossa, vou super ficar te devendo States, nunca nem comecei a escrever essa parte :(. E tinha muito mais assunto, foram 6 anos por lá!
      Olha, ficar num apezinho em Paris é tudo, viu? Dureza é que um dia as férias acabam e você tem que entregar as chaves, enquanto a vontade é ficar morando ali mesmo.
      Beijinhos e apareça!

      Lisi

  4. Anônimo

    Olá, Lizzie, conheci seu blog através do Artdeviv. Muito bacana a maneira como que escreve, nos envolve de fato nas suas histórias, parabéns! estou pesquisando porque tb estou com viagem marcada para morar em Paris por um mês e agosto, então eu tinha agendado para ficar em casa de família, mas confesso que lendo seu post desanimei geral… hehe. Não sou mais uma garotinha, mas tinha topado passar por esta experiência, agora penso que não devo e estou pesquisando possibilidade de alugar um apt, caso esteja dentro dos meus orçamentos. Vc acha que realmente vale a pena alugar um apt por este tempo, se o fato do conforto poderá ser fundamental em aproveitar a estadia, pelo custo? outra coisa, que tipo de escolha vc fez em relação aos tigkets e pass para muséus e locais turístico? eu ainda não li todo os seus posts, pq acabei de descobri esta preciosidade, então desculpe tantas perguntas..rs. Estou anciosa por causa da proximidade e agora a dúvida pairou no ar se troca a casa de família e gasto um dinheirão pra alugar um apt. Grata.

    • Oi Anônima! (Fico agoniada se não sei o nome de vocês). Então, essa questão de ficar em casa de família é um baita tiro no escuro, não tem muito como saber com antecedência como vai ser. Quando me mandaram o endereço eu fui fuçar no Google Street View, e a localização é super bacana, um prédio bonitinho, de frente a um shopping e a duas quadras do metrô, achei que não tinha erro. Você vai por alguma escola? Ou está indo na cara e coragem? Apesar dos perrengues, não sei se alugaria um apartamento, acho que não, mas toparia dividir apartamento com outros alunos da escola, que também é mais barato. O que eu definitivamente faria diferente é não entrar em nenhum esquema de alimentação, compraria tudo sozinha. Quando eu viajo eu sempre penso no que dá pra sacrificar, pra aproveitar mais outras coisas, e nessa viagem era definitivamente na estadia, pois apesar de ser um mês eu sabia que ficaria pouquíssimo dentro de casa, basicamente só o tempo de dormir e tomar banho. E queria ter o máximo possível de euros pra gastar no que quisesse. Você tem que avaliar qual é seu orçamento e se ficar num local mais caro não vai comprometer sua diversão. Se eu tiver meu travesseiro comigo durmo até no chão do metrô, então carreguei ele comigo, e nem o sofá cama tirava meu humor.

      Em relação aos tickets de museu, não comprei nenhum pacote não! Eu não queria fazer uma viagem turismo, queria viver a vida de Paris, então não achei que valesse a pena de cara dedicar boa parte do tempo em museus pra fazer o ticket valer a pena. Selecionei os que mais queria ver, não fui em nenhum por pressão alheia e não me arrependi! Isso incluiu deixar de fora, por exemplo, o Pompidou, mas arte moderna não me atrai tanto assim. Mesmo assim dá pra economizar procurando ir nos dias grátis de cada museu, no post sobre o Louvre tem gente comentando bastante sobre isso.

      Em relação a locais turísticos, segui o mesmo princípio dos museus. Não subi no Arco do Triunfo, na Torre Eiffel só subi porque topei ir a pé e economizar tempo de fila, fui em Versailles e não sei se iria novamente (tem muito pano pra manga sobre Versailles, tô devendo um post sobre isso).

      Enfim, pergunte mesmo, ok? Ando meio sumida com os posts, mas consigo vir rapidinho responder os comentários!

      Beijinhos,

      Lisi

      • Riva

        Oi, desculpe não postar nome, eu acabei postando o comentário às pressas e não me dei conta disso..rs.
        Pois então, eu vou por uma escola, mas quando fiz a escolha de ficar em casa de família para poder praticar o idioma e pelo fato de ser mais barato e talvez valer a pena.
        Estou consultando alguns apt naquele site no AIRBNB que vc comentou ai encima, se encontrar algum com preço bom vou pensar direitinho.
        Mas estou mui contente de encontrar vc antes de partir nesta empreitada. Assim poderei tirar algumas dúvidas.
        Muito obrigada pela atenção e mais uma vez parabéns pelo humor na forma que escreve.

        Bjs

        Riva

  5. Anônimo

    lizzie, eu morro de rir com seus posts e suuuuuuper me identifico…rs…mas, nesse último, eu agradeci demais pq tive uma “casinha própria”( do meu namorado) e digna na minha estada de 2 meses. Mas , o melhor de tudo, foi ver que, apesar dos perrengues e “desconforto”, isso não tirou o brilho da sua temporada…

    e, como vc mesma disse, a vida tá aí pra isso… e essas experiências acrescentam…e muito!

    Ah, e já tive minha cota de dividir ap e dormir num colchão inflável por 5 meses (mas não em Paris…rs)

    Beijos!

    • Alanna.

      lizzie, eu morro de rir com seus posts e suuuuuuper me identifico…rs…mas, nesse último, eu agradeci demais pq tive uma “casinha própria”( do meu namorado) e digna na minha estada de 2 meses. Mas , o melhor de tudo, foi ver que, apesar dos perrengues e “desconforto”, isso não tirou o brilho da sua temporada…

      e, como vc mesma disse, a vida tá aí pra isso… e essas experiências acrescentam…e muito!

      Ah, e já tive minha cota de dividir ap e dormir num colchão inflável por 5 meses (mas não em Paris…rs)

      Beijos!

      • Oi Alanna! Pois então, isso que nem acabei de contar os perrengues! hahahaha! Mas não fossem eles as histórias desse blog seriam todas de gente normal e vocês nem viriam aqui ler 😛

        Eu só virei gente quando tive todos os tipos imagináveis de perrengue em seis anos morando sozinha nos Estados Unidos, coisas dignas de novela mexicana (um dia conto), então esses de Paris foram fichinha. Só sei que quando cheguei em casa e entrei no meu banheiro que tem pia, chuveiro e vaso juntos fiquei tão feliz que quase dei um beijo no azulejo.

        Legal que você continua aparecendo apesar dos posts rarefeitos! Beijão!

  6. Jacqueline

    Lizzie
    Eu levei feijão,café, adoçante,sabão em pó e sopinhas de caneca, daquelas de um real no super. E sabonete. Quando terminou o sabonete, só encontramos Dove por um euro e eu me recusei a dar quase 3 reais por um Dove. Compramos um sabonetao com cheiro de uva e valeu pra lavar a caneca da sopinha em Londres que ficava até com um gostinho bom. Campeonato de economia, quem ganha?

  7. Jacqueline

    Não consigo usar havaianas nem em casa. Me assa entre os dedinhos.Mas que triste mania tem os franceses de colocar sofás em vez de camas. Lindos apartamentos para alugar e eis que para dormir só sofá-cama. Dei sorte de encontrar um apezinho com duas ótimas camas. Dormia tão bem que dormia demais e perdi de ver e fazer muita coisa. Por isso tenho que ir de novo. Só por isso…

  8. super triste pela rejeição da sua farofa pelos seus hosts =(

  9. hahahahah! sensacional! sobre as Havaianas, em Lyon muita gente usa! eu uso demais! acho que é coisa de parisiense não usar os nossos chinelinhos. das ultimas ferias eu trouxe um par do Brasil pro meu amigo francês e ele ficou super feliz! heheh

    sobre os banhos… 2 por dia na casa de um francês? menina, se algum deles te pega vc ta frita!!!!!

    muito muito bom o post, vou divulgar!

    bjoca!

    ps: da proxima vez tente uma collocation. é a melhor maneira de se hospedar enquanto estudante. 😉

    • Mirelle, você conseguiu comentar :D! Sabe que eu fico toda prosa quando você aparece por aqui e ainda mais elogiando, né? Mercy! Nunca tinha ouvido falar sobre collocation, não é só pra faculdade? As escolas de línguas que eu entrei em contato nem mencionaram isso, sacanagem. Pois é menina, fui muito rebelde e tomei dois banhos num dia só, só não falei que foi durante uma viagem deles. Vou corrigir a havaiana, ô povo fresco esse parisiense, hein? Aí dá pra ir entendendo a relação deles com o restante do país. Valeu pela divulgação, beijão!

  10. Milena

    Adoro seus posts, informacao e diversao garantidas! Muito bom, estou rindo ainda. B-)

  11. Lizzie, vc me fez rir para caramba!Adorei suas aventuras: e eu estou aqui ja ansiosa com a visita a PARIS. Sabe,né? Marinheira de primeira viagem. Chegou a “melhoridade” (faz tempo ,já) e eu resolvi sair da minha zona de conforto aqui nessa megalópolis desvairada chamada de São Paulo,e tirar o dinheiro debaixo do colchão!Mas era um sonho infantil e que durou demais até acontecer essa viagem…. rsrsrsrs…vamo que vamo.Dia 7 próximo estou ai…Seja o que Deus quiser. A CVC aguarda os passageiros com a tabuleta e o nome da gente por la no aeroporto na capital francesa. Recebi hoje o voucher com os nomes dos hoteis e tal.. Espero que dê tudo certo. Torça por mim, Lizzi!
    Um abraço grande para voce, e seu bom humor,vera

    • Oi Vera, com a CVC é um a tranquilidade só, você não vai ter problema nenhum, vai dar tudo certo! E não esqueci de você não, viu? Já comecei a escrever sobre o Louvre, publico antes de você embarcar, prometo. Não vá esquecer de passar por aqui depois da viagem pra contar como foi, hein? Beijão!

      • OI LIZZIE, SUPER GRATA PELO RETORNO. POSTA SIM, QUE DAÍ EU VOU IMPRIMIR E ME SENTIR MUITO MAIS ACOLHIDA! JÁ VOU COM UM RUMO, SENÃO VOU FAZER TURISMO SÓ DAS JANELINHAS DOS ÔNIBUS DA CVC…BEIJOCAS, LIZZIE
        UM ABRAÇO DA VERA
        P.S.:SE PRECISAR DE ALGO DAQUI DE SAMPA, NÃO FIQUE CONSTRANGIDA. NÃO ME CUSTA!

        • Oi Vera, eu ainda escrevo sobre Paris mas também moro em Sampa, mas muito obrigada pela gentileza, viu? Beijo!

          • Que barato,Lizzie, achei que vc esta por” lá”! srrsrs…como você pode comprovar aqui, trapalhadas não são privilégios só seus!
            beijocas

            • MINHA QUERIDA LIZZIE, O ANO PASSADO NÃO CONSEGUI RETORNAR A PARIS, MAS ESSE ANO VOU PARA UM MES. NO VERÃO QUE EU ADORO. E OLHE….DESSA VEZ UM MES INTEIRO SÓ PARA PARIS,PARA VER TUDO O QUE EU QUERIA E NÃO DEU TEMPO….DESSA VEZ…CARREIRA SOLO. ALI É UM LUGAR DELICIOSO DE SE FICAR ,E DE SE CAMINHAR. DEPOIS CONTO TA? BEIJOS, LIZZIE.

  12. Marcela

    Lisiane,
    Amei o blog ou virar freguês…
    Bjs

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