Como passar um mês com uma mala de mão e ainda sair ahazando

mil-malas-by-roger-lynn-via-flickr-cc

Essa pessoa, não seja ela…

Viajar pela Europa sem precisar despachar as malas tem enormes vantagens:

1 – Os vôos baratérrimo das empresas low cost cobram extra se você despachar a mala.

2 – Maravilha poder jogar a mala no bagageiro superior do trem sem estourar sua coluna.

3 – Você inevitavelmente em algum ponto vai arrastar sua mala por calçadas mega irregulares, não vai querer arrastar milhões de quilos.

4 – Metrôs muitas vezes não tem escadas rolantes.

Nossa estratégia se baseou em algumas regras:

1 – Não sofrer nos deslocamentos internos;

2 – Perder o mínimo tempo possível nesses deslocamentos;

3 – Gastar o mínimo possível sem quebrar a regra 1.

 

Portanto, foi um mês com uma mala de mão de 4 rodinhas cada um e uma mochila que saiu do Brasil quase vazia, caso a gente voltasse com coisas (sempre tem coisas).

Gente, não vou dar lista de roupas pra levar não, peraê. Só tem alguns princípios básicos que eu segui, e vou contar quais achei que foram mais úteis:

1 – Intercale a lavagem de roupa – Sim, vai precisar lavar. Se seu roteiro tem várias cidades, programe pensando nisso. Ficamos quase só em AirBnb, mas gastamos com apartamento inteiro cidade sim, cidade não. Aí quando o apê é só seu dá pra lavar até a mala. Na última parada, dane-se, soca tudo sujo na mala e volta pra casa.

2 – Tudo precisa combinar com tudo –  sim! Melhor coisa do mundo! Leve peças básicas sem muita estampa e no mesmo esquema de cores.

3- Mais brusinhas e menos partes de baixo – Levei exatamente uma calça jeans, uma de malha, um shorts e um vestido, esses dois para serem usados com e sem meia calça. E várias brusinhas. Sim, sou a rainha do desencanamento.

3 – Para o frio, pense em camadas – não precisa levar um super casaco se não for pegar o auge do inverno. Um trench coat te protege da chuva, e se esfriar você se veste igual cebola: segunda pele, camiseta de mangas compridas e uma malha, e empacota tudo com o trench coat. Aí ao longo do dia você vai tirando se esquentar. Eu levei exatamente essa conta mais uma jaquetinha de couro, serviu super bem pro frio que enfrentamos. Amsterdam mesmo no verão faz frio, viu? E como venta!

4 – Priorize roupas que vão bem tanto no frio quanto no calor – aquele shortinho que eu usei no calorão de Budapeste saiu com um meião no friozinho de Berlim. Mesma coisa pro vestidinho que passeou com rasteirinha em Viena e de bota em Amsterdam.

5 – Pense bem no que vai enfiar no pé – Não dá pra levar muito, então tem que escolher bem. Dia de andar bastante tem que ser com tênis de corrida, ponto. Não faz o menor sentido andar 15km com sapatos que não foram feitos para isso porque quer sair bunita nas foto. AllStar são super confortáveis pra andar pouco, mas você quer jogar eles no lixo depois de um dia inteiro, são meio inúteis. Vai por mim, eu achei que aguentava a viagem com botinha, sapatilha e AllStar: aguentei bem em Praga, quase amputei os dois pés em Viena e tive que comprar um Nike em Budapeste. Dá pra aguentar um dia mais sussa de rasteirinha se você intercalar com um tênis no dia seguinte quando for bater bastante perna.

“Aimm, mas tênis de corrida é feio, fico parecendo um turista sem noção, as fotos ficam feias”  – só pra te contar que você não vai morrer se passar um dia tirando foto da cintura pra cima, tá? E olha só, você é turista, deixa um pouco essa história de querer ser confundida com os locais. Parisienses andam de bicicleta de salto, mas elas moram lá, não precisam ver toda a cidade em poucos dias.

6 – Não exagere nos líquidos – Não despachar as malas tem enormes vantagens (não perder tempo na fila nem a mala, e nos vôos internos low cost não pagar extra de bagagem despachada), mas algumas coisa ficam mais complicadas. Não tem conversa, o que não couber no micro ziplock que te dão na alfândega vai pro lixo. Ai você leva o suficiente para os primeiros dias em frasquinhos pequenos, e depois quando passar numa farmácia ou mercado compra o resto. É uma aventura acertar o shampoo com rótulo em tcheco e tradução em húngaro e eslovaco.

7 – “Mas, e as fotos????!!!! – Vou sair com a mesma roupa em todas elas com cara de mendigo socorroooooo”. Leva lenços, bandana pro cabelo, faz uma trança, um colar diferente. Juro que dá pra sair bem diferente só com coisas que vão ocupar pouquinho espaço na sua malinha.

8 – Precisa levar varalzinho? – Não levei, se tem máquina normalmente vai ter um varal dobrável em algum canto da casa. Talvez seja bom levar um cordão enroladinho na mala, vai quê. Ou não leva e se precisar sai estendendo tudo pelos móveis mesmo.

9 – Você tá matando a mala de mão!!!!!  – Olha, não dá pra fazer esse esquema se você PRE-CI-SA levar um livro pra ler no avião, o tablet, fones de ouvido gigantes e não consegue viver sem mil cremes. Tem que escolher as batalhas!  O vôo de volta tinha conexão, e da República Dominicana até São Paulo viemos num avião mequetrefe sem TV e sem nem sequer as revistinhas de bordo. A esse ponto da vida claro que eu não tinha mais bateria no celular também, então foi um imenso tédio, já que eu nunca aprendi a dormir no avião.

O fone de ouvido você leva o pequeno que cabe na mão, os comprovantes de hotel e passagens você organiza num aplicativo (tem montes legais pra isso), manda cópias pro seu email e pode acessar de qualquer lugar, não precisa levar uma pasta cheia de papel, se você faz muita questão absoluta de ler arranja uma fresta e enfia o livro lá.

Bom, é isso, balanço final é que acho que viajar com pouca tralha ganhou a batalha da vida. Vai e depois me conta.

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