Comprinhas

guia de compras (ou não)

Nem só de lojas caríssimas e grifes famosas vive Paris. Existem alguns tesouros guardados para quem resiste às tentações feitas especialmente para turistas, mas também é cheia de armadilhas que parecem tudibão mas não valem a pena. Mas antes de falar em lojas, vai um truque fundamental:

Como extrair a fofura que existe dentro de todo vendedor. Uma coisa que ouço muita gente reclamando é que vendedores são mal educados na França. Na verdade, eles não são, mas tem um truque: antes de pisar na loja, antes de botar o olho em qualquer coisa, precisa olha pro vorgulhoendedor e falar bonjour. É difícil  lembrar sempre, especialmente considerando que as vezes você vai entrar meio embasbacado e a última coisa que vai lembrar é de sair cumprimentando vendedor. Só vai lembrar na hora que quiser perguntar o preço, e aí você já perdeu alguns pontinhos,  mas mesmo assim dê um sorrisinho, fale bonjour, e só então pergunte. Outra lenda é a de que eles fazem questão de falar em francês pra dificultar sua vida. Mais ou menos. Se ele não foi com a sua cara, é provável, mas se você entrou com sorrisão, falou bonjour, e tentou perguntar em francês, ele vai se desdobrar pra te atender em inglês.

Como provavelmente um dos primeiros itens da sua lista de compras é perfume, um lugar muito bom pra procurar é a  Le Parfum de l’Opera.  Normalmente eu fujo de lojinhas brasileiras, já que não procuro por pastel de carne seca quando estou viajando. Mas nesse caso vale a pena. Além de atendentes falando português, o que vai facilitar a vida tremendamente, os preços são realmente bons. Chegar lá é fácil, é só contornar a quadra que está exatamente na frente da Galleries Lafayete e você encontra a lojinha. Porque na Galleries, você meu amigo pão duro vai comprar exatamente

NADA.

Sim, tem coisas lindas. Sim, tem todos os perfumes já inventados pela humanidade e outros que nem inventados foram, tem todas as grifes do sistema solar e mulheres loucas na mesma proporção, e tem tudo de caro que você puder imaginar. Se entrar num dia de “liquidação”, então, é a gaiola das loucas. Tudo o que adquiri lá foi claustrofobia. É o preço a pagar por lojas feitas para turistas. Mas apesar disso vale a pena entrar, o teto é lindo.

Sério.

Entre, olhe o teto, dê uma circulada pra dar risada da fila insana na porta da Louis Vitton e CAIA FORA.

Mas  nem tudo está perdido quando você conhece o

Bazar de l’Hotel de Ville –  AMEI. São 7 andares  que tem absolutamente tudo, roupas, perfumes, acessórios, decoração, eletrodomésticos, louças, bibicleta, coleira pra cachorro, e tudo num preço bem melhor que a badalada Galleries. Fica bem na esquina do Hotel de Ville, ali no meio do Marais.  Achei algumas coisas legais, como as latas de chá do Le Mariage Frères por um terço do preço original. Aliás, fica a dica pra quem gosta de chá, essas latinhas pretas são coisa de outro mundo.

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Fiquei sabendo que o Bazar foi comprado pelo mesmo grupo da Galleries Lafayete  e que está sendo renovado pra ficar mais apelativo pra turistas, e provavelmente tudo vai ficar bem mais caro. Se você for e não achar alguma coisa, é porque provavelmente está em uma das quatro lojas espalhadas na rua de trás. É, a loja transbordou e não cabe tudo lá dentro.

Uma loja que todo mundo que viaja acha o MÁXIMO comprar porque lá fora é barato blábláblá, mas que não tem nada de mais é a  ZARA. Nada a ver comprar lá. As lojas são muito zoadas, e tem praticamente o mesmo preço do Brasil.

 C&A – Achei bem melhor que a equivalente nacional, comprei várias coisinhas bacanas e estilosas de inverno.

Monoprix  – É uma rede de supermercados onde dá pra achar os melhores preços de maquiagem.  Tem várias espalhadas pela cidade.

Gilbert Jeune – Por mais que eu tenha uma paixão pela Shakespeare and Company, o melhor lugar pra comprar livros é a Gilbert Jeune. A mais legal fica na Place Saint Michel, no Quartier Latin de frente ao Sena. É certamente a loja mais amada por estudantes e ratos de livros em geral, dá pra passar horas vasculhando as prateleiras que tem desde edições raras de Alexandre Dumas até livros clássicos de segunda mão, baratinhos, excelentes pra quem quer praticar a língua. É o lugar pra comprar gibert-jeune-store-map.site (1)aquele livro cheio de orelhas com uma dedicatória a alguém que você nunca vai ser quem é. A livraria se divide em várias, de acordo com o assunto,  toma a praça toda, e o melhor, lá você sabe que os preços são justos, pois turistas são a minoria. Só olhar o mapinha aí do lado, todos os pontinhos amarelos são Gilbert Jeune, dá pra chegar a pé numa das andanças, de metrô que para bem na frente e tem dois pontos de vélib logo ali atrás. Não dá pra ficar mais fácil que isso.

Tem algum outro lugar bom bonito e barato que você amou fazer compras em Paris? Comenta ai!

 

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Categorias: Comprinhas, Informações práticas | 1 Comentário

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