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A ESCOLA: Uma das coisas na vida que escolhi bem.

Rua da escola, em uma região bem comercial e pouco turística

A L’atelier 9 tem apenas quatro níveis, 6 a 8 alunos em média por turma. No primeiro dia de cada ciclo mensal todo mundo vai pro salão principal se apresentar e conhecer os novos alunos (quem está a mais tempo deve estar mega enjoado disso). Quando cheguei eu era a ÚNICA pessoa da América Latina! Coisas assim me deixam muito feliz (mas claro que minha alegria durou pouco, e na segunda semana entrou uma equatoriana).

Europeus, japoneses, canadenses, marroquinos, uma chinesa, australianos e americanos compõem o lugar. Senti falta de árabes, nos EUA eu tinha várias colegas que iam pra aula vestindo o Hijab. Continuar lendo

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conversas profundamente infantis

O verão voltou com força por aqui. Fui agora no final da tarde encontrar um francês pra ajudá-lo a praticar inglês por uma hora, e em troca o coitado conversa comigo em francês por mais uma hora.

Conversar comigo neste estágio do aprendizado é como conversar com uma criança de 2 anos: falo tudo errado e tenho um vocabulário bem limitado. Ainda bem que a semelhança para por aí, eu consigo ir ao banheiro sozinha.

Conheci o Zizou através de um site chamado Conversations Exchange, onde você cadastra que língua fala e qual quer praticar, e se prefere conversar por email, chat ou pessoalmente. Antes mesmo de chegar aqui 15 parisienses já tinham me procurado querendo praticar inglês ou português. Zizou é francês-argelino, tem o mesmo apelido do Zidane e foi o primeiro da lista que conheci pessoalmente.

Marcamos de nos encontrar em um café parisiense (dãr), no bairro do Marais, no 4zieme, cheio de baladinhas, barzinhos, galerias de arte, gente circulando adoidado. Um bar com mesinhas na calçada não chega a ser uma novidade no Brasil, mas aqui além da sua mesa ser grudada com a mesa do vizinho, todo mundo senta virado pra rua, como se estivessem em um grande auditório e a rua fosse o palco. Curti.

Já que não conheço bulhufas de bebidas francesas e não queria pedir Coca Cola (faizfavô, né), pedi pra ele pedir qualquer coisa sem álcool que o povo bebe normalmente aqui. Veio um copo bem quente com um xarope verde no fundo, e uma garrafinha  de água tônica pra completar. O nome era a parte mais legal, mas claro que não lembro, então ficou xarope-verde-quente.

A conversa de duas horas foi mais ou menos assim:

Inglês – carreira, costumes, política internacional, viagens, couch surfing, burcas.

Francês – hoje-fui-pra-escola, gugu dádá.

Amanhã encontro outra vítima. Espero que até o final do mês eu converse em francês como adulta, porque por enquanto as conversas são totalmente imbecis.

Como o clima está très bon, resolvi caminhar mais ou menos 1km até a Praça da Bastilha e de lá pegar o metrô pra casa. A prisão foi totalmente destruída, sobraram apenas algumas pedras da fundação, como estas dentro da estação do metrô. Outras pessoas no mundo tiraram fotos melhores do que esta, se quiser ver vá no Google Images e digite “Bastille remains”. Sei que tem uma loja por ali que os degraus dela também faziam parte da Bastilha, mas foi tudo o que sobrou.

Por mais que eu esteja adorando viver por um tempinho nessa cidade que é fantástica, os finais de semana são sempre mais difíceis para segurar a barra de estar sozinha. Isso eu sempre soube, mesmo em casa se o Alexandre viaja muito eu levo a semana de boa e o fim de semana é chato pra caramba. Aqui não seria muito diferente, além do agravante de eu não ter nenhum amigo na cidade.

Mas a surpresa que eu tive essa semana quando entrei numa pequena livraria perto do Musée d’Orsay, e ouvi algo que por um momento me fez sentir em casa, está me fazendo companhia. A música é do CD Paul Baloche and friends, versão francesa, meu preferido neste momento.

Reconheceram? Feliz Sábado pra vocês!

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