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Yaël Naïm em São Paulo CORRÃO

Ela nasceu em Paris e aos 4 anos mudou com a família para Israel, se apaixonou por música ainda criancinha e hoje é uma linda com uma voz incrível e músicas adoráveis que apaixonam qualquer um, e ela estará aqui em São Paulo agora em Maio!

A Yaël está vindo divulgar o novo álbum SHE WAS A BOY, o show lindo que eu assisti em uma cidadezinha vizinha a Paris chamada Noisy-le-Grand. Diferente do primeiro CD que tinha várias músicas em hebraico, esse é inteirinho cantado em inglês.  No show ela contou que ainda se embanana pra cantar em francês, fofa. Ela toca, canta, pula, brinca com os instrumentos, faz uma mistura do inusitado com o encantamento, dá vontade de invadir o palco pra dar um abraço nela.

A música mais conhecida é a NEW SOUL, que foi usada no comercial do MacBook Air nos EUA.

Já a minha preferida do novo álbum é essa aqui, Come Home. Pelos clips você sente a figuraça.

Estou vivendo uma séria crise de falta de companhia pra ir a esse show, marido viajando é uó, os amigos que eu chamei até agora não podem, tô quase comprando o ticket e indo sozinha mesmo (again).  Então quem estiver indo me avisa, promete?

São duas datas:

Yaël Naïm

30 de maio no Bourbon Street
R$90

31 de maio no teatro do Sesc Pompéia
De R$8 a R$32

Aqui segue uma resenha bacana pra você conhecê-la melhor

A moça também tem site, vai lá ver.

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Sobrevivendo ao Louvre e a Torre Eiffel

Nasci velha, odeio fila e odeio multidão. Isso posto, sempre fico num dilema enorme se tenho um puta programa legal pela frente que envolve aglomerações e filas. Agora, se você é implicante como eu mas achou uma boa ideia se enfiar na cidade mais visitada do mundo, o problema é todinho seu.

Turista basicamente é um ser chato. Acha que o mundo inteiro está de férias como ele, se comporta como se estivesse visitando um zoológico de pessoas, tira fotos de qualquer caca de cachorro que encontra pelo chão e ama um programa de índio. Mas toda viagem tem a versão babaca, essa que você basicamente sofre e tira fotos do que mal viu, e a versão legal. De forma que eu me preparo pra sempre transformar meu potencial programa de índio  em um evento legal, e minimizar filas e multidões o máximo possível. Continuar lendo

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Yaël Naïm

Quando eu marquei a data da viagem uma das primeiras coisas que fiz foi checar o calendário da Yael Naïm pra ver se daria sorte de ela estar se apresentando em algum lugar perto daqui. Desde que um amigo com muito bom gosto musical apresentou-me, virei fãzona.

Complicações de sempre, o show não foi em Paris, mas numa cidade a 14 km chamada Noisy-le-Grand. A parte boa é que a estação de trem ficava perto do teatro, a parte ruim é que era tudo o que eu sabia sobre a cidade.  Se era uma periferia ruim, perigosa, com risco de morte, eu não tinha a menor ideia. Mas eu que não seria louca de perder a chance.

Programei para chegar lá bem cedo, durante o dia, pra ver bem o caminho e não ter perigo de sei lá, me perder. Mas Noisy-le-Grand é uma subúrbio residencial pequeno e fofinho, e foram esses lugares que eu atravessei até chegar ao teatro:

     

Achei que a platéia seria composta de um público bem alternativo, e acabou sendo alternativo até pra minha expectativa: como tinha crianças! Ao meu lado sentaram dois meninos que foram com o pai. Eu já tava achando que tinha errado de teatro e que lá rolaria algum Cocoricó francês, mas é isso, na França Yael também é programa infantil.

Ir a este show foi mais uma vez a constatação que esse país esbanja cultura, o teatro era desproporcionalmente maior que o tamanho da cidade, e a programação é excelente. Talvez não seja nada anormal aqui, mas é impossível  um brasileiro não notar.

Se ouvir o CD e assistir seus clips já é uma atividade deliciosa, assisti-la ao vivo consegue ser ainda melhor. Ela toca piano, toca violão, dança, brinca com a platéia, volta pro piano e deixa todo mundo sem fôlego com o talento que tem.

Eu tentei filmar alguma coisa do show, mas como era proibido e sempre tinha algum fiscal por perto, tive que disfarçar a câmera. Portanto perdoem a filmagem que ficou uma droga. O que vocês veriam é Yael e a banda (+3) sentados em micro banquinhos, e David Donatien tocando em um piano de brinquedo. Ouçam aí:

No final consegui filmar um pouco melhor, pois já era a segunda volta dela ao palco e já tinha perdido o medo de me jogarem pra fora do teatro. Mas o vídeo vai pra um futuro post.

A tietagem acabou aí, pois o mais próximo que eu consegui de tirar uma foto com ela foi isso aí abaixo.

O caminho da volta foi BEM escuro, e em alguns lugares eu passei quase dentro dos quintais das casas, como aqui:

Mas voltei sã e salva, ninguém me atacou, levou minha bolsa ou minha dignidade embora. E eu risquei mais um item da minha lista.

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Americanos na Europa I

Metade da minha classe é composta de americanas (outra hora falo mais da escola).   A  outra metade sou eu, uma japonesa que quase não fala e uma canadense que fala menos ainda. Essa introdução é necessária para comentar os próximos acontecimentos.

Apesar de estar fora de casa, a cultura francesa também é latina, e em muitos aspectos é bem mais parecida com a brasileira do que com a americana, como por exemplo na falta do politicamente correto.

Quem me conhece sabe que gosto do estilo de vida e cultura dos americanos, não os considero um povo babaca e até defendo a forma que eles se comportam. Mas tavez seja só porque morei na casa deles. Olha, tô começando a repensar os meus conceitos:

CASO 1 – Acho meio difícil um turista em Paris não ter ideia do que seja a “Galeries Lafayette”, um dos maiores templos de compras do mundo, essa barbaridade aí da foto distribuída em 3 prédios diferentes que juntos devem ocupar um quarteirão inteiro. Equivalente a estar em Roma e não saber que o Papa mora lá.  Então, mas se fosse um açougue daria na mesma pra uma das minhas colegas, que já está no curso há 15 dias. Sim, ela perguntou se Galeries Lafayette era nome de algum mercado pra comprar sei lá, baguetes. Ainda não consegui encontrar nenhuma justificativa para essa ignorância.

CASO 2 – Um dos exercícios em classe hoje foi imaginar todo o tipo de ação que acontece em determinados lugares. Na rua, por exemplo, você  pode dirigir seu carro, andar de bicicleta, caminhar….COMO ASSIM CAMINHAR NA RUA?????? ISSO É PERIGOSO, E OS CARROS!?????!!!!

Depois dessa eu devia saber que dar o exemplo “jogar bola na rua”seria uma polêmica dos infernos. Mas lenha na fogueira é legal e eu gosto. A professora gastou uns 5 minutos explicando e DESENHANDO NO QUADRO, pra entenderem que existem lugares no mundo onde jogar bola na rua é perfeitamente normal e aceitável. Nas pequenas cidades da França, por exemplo. Coitada da professora, se eu não estivesse lá as aulas dela seriam mais tranquilas.

CASO 3 – Aula sobre tradições culturais: no Natal, junto com o “Père Nöel”, que distribui presentes para as crianças boas blablabla, aqui na França vai o “Père Fouettard”, distribuindo bordoadas para as crianças más.  Eu curti, mas claro que só eu.

Não bastasse o assombro que a existência do Père Fouttard causou, sai essa imagem no Google:

O Père bom e o Père ruim.

Pronto, além de traumatizar criancinhas a França também é racista.

Novamente lá vou eu apaziguar a situação, desta vez contando sobre a bonita e centenária tradição que as mães brasileiras contam  para seus filhos:  o homem do saco.

Para terminar a aula num clima alto astral, contei em detalhes a tradição pascalina de malhar o Judas e jogar na fogueira, frisando que é uma alegre tradição infantil.

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