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Planejando um mês de Europa – lições aprendidas

Tirei outro sonho da gaveta! Dessa vez  com o maridón por um mês viajando pela Europa. Ou seja, dessa vez os micos são em dobro e tem testemunha. Tô com assunto demais e doida pra falar muito! Desculpa aí o post meio longo.

Definir o roteiro já foi uma maratona, porque cada canto é insano e obviamente a gente queria conhecer tudo, mas depois de muito sofrimento pra equilibrar  os extremos “conheça 50 países em 15 dias” com “crie raízes ficando no mesmo lugar por um mês inteiro” o roteiro ficou da seguinte maneira:

Chegada em Paris – aproveitar pra conhecer a cidadezinha mais próxima durante a escala.

Praga – 3 dias

Viena – 4 dias (um pulinho em Salzburg em um deles)

Budapeste – 4 dias

Berlim – 5 dias

Amsterdam – 5 dias

Paris – 6 dias

Não pense que foi fácil chegar a essa equação com taaaaantos outros lugares maravilhosos que simplesmente terão que esperar pela próxima viagem.

Definido o roteiro, tínhamos que decidir em qual nível de pobreza dívida queríamos viver após a volta, pagando as contas. Decidimos que queríamos curtir muito sem chorar depois, ou seja, nada de dívidas. Com o real desfavorável (em Junho o Euro já estava 3,78) não dava pra esbanjar muito.

A primeira parte foi resolver as passagens. Nessa hora a gente olha pra trás feliz da vida porque decidimos ser as pessoas do tipo “vai pagar o chiclete como?”  “no crédito, moça”. Essa brincadeira acumulou bastante milhas. Com mais um tanto das nossas outras viagens, pagamos apenas a taxa de transferência pra juntar todas num lugar só.

download (1)Hotel, só em Praga, que valia bastante a pena, no restante das cidades fomos de AirBnb (muito amor esse AirBnb, viu?).  Em Viena ficamos na casa de um primo (conforto extra, comidinhas orgânicas e outros mimos). O restante do roteiro ficou assim:

Budapeste  – optamos por um quarto de um apartamento bem central, já que eram poucos dias e queríamos sentir um pouco como aquele povo com uma língua desgraçada de  difícil vive dentro de casa.

Berlim – Mais dias, optamos por um apê pra chamar de nosso. Do lado oriental que é muuuuito doido.

Amsterdam – Ô cidade cara pra hospedagem! Ficamos na casa de um casal de velhinhos adoráveis que faziam nosso café da manhã ouvindo música clássica.

Paris – Fechamos a viagem em grande estilo com um apartamento fofo no Marais.

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Esse é um Lángos, falarei mais sobre ele quando chegarmos a Budapeste

Pra comer, seguimos o mesmo sistema de economia. Onde valia a pena íamos todo dia em um restasurante mais legal, nos outros lugares dava pra se virar muito bem com comida de rua (que é uma forma muito legal de entrar na rotina local e sair um pouco do mundo turistão), fast foods, piqueniques no parque  e sim, MacDonalds (porque vamos ser honestos, tem dias que você simplesmente só aguenta comer o que já conhece).

 

 

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Outra peça importante da equação seria o quanto de tralha carregar. Um mês é bastante tempo, e quem leu o post sobre minha outra chegada à Paris deve ter morrido de rir da minha cara, mas pelo menos eu aprendi a lição. O problema maior dessa vez é que em alguns lugares já seria verão, e em outros ainda estaria friozinho. Após um grande debate sobre as virtudes da mala x mochilão, a decisão foi levar duas malinhas de mão (de quatro rodinhas, coisa de outro mundo), que não precisassem ser despachadas, e uma mochila para os eventuais excessos e comprinhas, que obviamente ele carregaria nas costas.  Também precisava rolar uma intercalação de lugares em que daria para lavar roupas.

banner_original-7f645724a568c2153e869cd83c43ca64-Indo de um canto a outro – Usamos trem pra tudo, menos de Budapeste a Berlim, que levaria 13 horas, então fomos de avião. Depois de muito pesquisar chegamos à conclusão de que trem é a melhor alternativa, já que você basicamente não perde tempo com deslocamentos até o aeroporto, que é sempre fora da cidade. Se comparar apenas o preço provavelmente o trem perde pra companhias low cost, mas tem que colocar todos os prós e contras no papel e comparar. O ideal é montar o roteiro de forma que as distâncias sejam sempre as menores possíveis. Como regra básica, se a viagem for até 7-8 horas, vale a pena ir de trem, caso contrário vá de avião mesmo.

Prós do trem: estações centrais (e fofas), pode chegar na hora do embarque, não tem cobrança extra por bagagem e você aproveita a paisagem.

Contras: O preço um pouco mais caro.

Prós do avião: só ganha pontos pra trajetos mais longos em que você vai perder muito tempo em um trem. A não ser que você opte por trajetos noturnos e use esse tempo pra dormir e de quebra economizar uma noite de hospedagem.

Contras do avião: se tiver que despachar bagagem você paga extra e, tem que contar o tempo do deslocamento até o aeroporto e check-in pra ver se compensa mesmo, fora que vai pagar por um trem ou ônibus pra fora da cidade, que normalmente custa um tanto a mais.

O planejamento basicão foi esse. Como sempre, pesquisar um monte sobre cada lugar e as possibilidades ao redor maximiza suas chances de uma viagem mega legal. Claro que no câmbio bitch de agora dá uma desanimada legal, mas o primeiro passo é planejar, então não custa nada começar cedo pra quando você marcar suas férias já ter um esquemão agilizado.

Bora começar a série! Já de cara você vai aprender como aproveitar a escala curta demais pra ir até Paris e longa demais pra gastar dentro do aeroporto nesse post. Vai conhecer Roissy.

 

 

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